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Mulher é condenada há 23 anos de prisão por envenenar idoso

Caso ocorreu em maio de 2014. Empregada doméstica vai aguardar julgamento do recurso em liberdade

15 de junho de 2017
A emprega doméstica Nádia de Nazaré Mendes Cunha foi condenada 23 anos e 9 meses de reclusão, por matar por envenenamento o idoso Stelio Reis Xavier, 73, em maio de 2014. No mês de julho do mesmo ano Nádia chegou a ser presa, mas foi liberada e estava respondendo ao processo em liberdade. A sentença foi dada pelo juiz Claudio Henrique Rendeiro.

De acordo com o advogado de defesa, Antônio Grain, a cliente não cometeu o crime de homicídio contra o idoso, uma vez que, segundo ele, não havia provas testemunhais e periciais que comprovassem o envenenamento. Durante a defesa da ré, ele disse que ela foi contratada pelo idoso para trabalhar como doméstica, mas depois de alguns anos eles acabaram iniciando um relacionamento amoroso.

O advogado não soube informar o tempo do relacionamento, mas disse que Nádia em vez de ré é vítima, uma vez que no processo de separação, o idoso não quis indenizá-la por seus serviços e pela v ida conjugal que tinham.

Já o promotor do Ministério Público, Edvaldo Sales, apresentou a tese de que Nádia é a responsável pelo envenenamento do idoso. Ele defendeu que Nádia serviu açaí com rodenticida para a vítima, um tipo de veneno usado para matar roedores, conhecido popularmente como “chumbinho”. De acordo com o promotor, tanto no resultado da necropsia realizado no corpo do idoso como a perícia no açaí foi detectada a substância.

Durante a tese de acusação, foi apresentado um vídeo que mostra a ré servindo o açaí para o idoso. "Esse vídeo é importante porque durante os depoimentos ela afirmava que não servia o alimento dele, ele se servia sozinho. Isso caracteriza uma contradição, pois no vídeo mostra que ela o servia", declarou o promotor.

Outra questão colocada pela promotoria é de que Nádia não tinha um relacionamento amoroso com a vítima, a relação era apenas de empregado e empregador. "Ela criou toda essa situação por interesse patrimonial do idoso, mas nós estamos trabalhando para comprovar que ela foi a responsável por esse crime", completou o promotor.

O crime ocorreu no mês de maio de 2014 quando a vítima foi encontrada morta na residência onde morava na rua Padre Julio Maria, no distrito de Icoaraci. O delegado Eduardo Rollo coordenou as investigações pela Divisão de Homicídios e disse que houve desconfiança de assassinato em razão das ocorrências que a vítima havia registrada contra a suspeita na Delegacia do idoso e na Seccional de Icoaraci desde 2012.

Após veredito de hoje, o advogado de defesa disse que a ré vai apelar da decisão em instância superior. Por Nádia Cunha ser ré primária, sem antecedentes criminais, e por ter respondido o processo em liberdade, o juiz concedeu a ela o direito de agurdar o julgamento do recurso de apelação também em liberdade.

Fonte: ORM